ÚLTIMO ESTUDO - 25/03/2017

A REVISÃO DA REFORMA ANTECIPADA DO GOVERNO PERMITE AINDA QUE O CORTE MÁXIMO NAS PENSÕES FUTURAS POSSA ATINGIR MAIS DE 37,5% NA SEGURANÇA SOCIAL E 81,8% NA CGA, E UM APELO AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO -  4 dias atrás

APRESENTAÇÃO SINTÉTICA E OBJECTIVOS DESTE "SITE" 

A maior parte da informação divulgada sobre a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media. Este domínio é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com propriedade, de um pensamento económico único dominante. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses de classe que se confrontam na sociedade, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico dominante nas sociedades capitalistas actuais. Nos estudos disponíveis neste “site” procura-se analisar  os problemas económicos e sociais numa perspectiva  diferente, que é a dos interesses dos trabalhadores. No entanto, não existe qualquer pretensão de substituir um pensamento único por outro, mas apenas o propósito de fornecer ao leitor uma outra forma de analisar os problemas económicos e sociais, para que ele, confrontando-a com a do pensamento neoliberal dominante nos media,  forme a sua própria opinião, que é o mais importante. A verdade só poderá surgir do confronto democrático de ideias e nunca da imposição de um pensamento único como se pretende actualmente.

Para facilitar a pesquisa do leitor agrupamos os estudos em duas grandes Áreas, e dentro destas por Temas, e dentro dos Temas estão os estudos por datas  (data da sua elaboração), pois os estudos são datados (se é associado do Montepio no fim dos Temas encontra ainda informações atualizadas sobre a situação no Montepio).

ATENÇÃO: Se quiser ser avisado através do seu telemóvel quando sair um novo estudo ou uma nova informação aos associados do Montepio, e ter acesso fácil a ela e aos outros estudos que estão no "site" www.eugeniorosa.com pelo telemóvel, descarregue no seu telemóvel a APP que está neste site, à esquerda por debaixo da fotografia e, no telemóvel, no fim da página de acesso ao site. Para isso, ligue-se através do telemóvel a este "site"- www.eugeniorosa.com - e faça o seguinte:
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CRITICA - Económica e Social é uma revista onde estão também disponiveis estudos em http://www.criticaeconomica.net/

Estudos disponíveis nas seguintes áreas:

NOVO LIVRO

CONVITE PARA ESTAR PRESENTE NA SESSÃO DE LANÇAMENTO 

EM 15 DE DEZEMBRO, 18 HORAS, NO AUDITÓRIO DO MONTEPIO, RUA DO OURO -LISBOA

Perante à avalancha de estudos ditos "técnicos" que procuram fazer passar a ideia junto da opinião pública de que os sistemas públicos de segurança social são insustentáveis, este é um estudo que vai na direção contrária. Ele mostra que existem soluções técnicas exequiveis que permitem garantir, por um lado, a sustentabilidade dos sistemas públicos de segurança social e, por outro lado, os direitos dos atuais e futuros pensionistas. O problema é que essas soluções vão contra os grandes interesses instalados que dominam a economia e a politica em Portugal. Espero que este possa ser útil a todos aqueles que estão interessados em defender os sistemas públicos de segurança social (Segurança Social e CGA). 

 

LIVRO ANTERIOR

OS NÚMEROS DA DESIGUALDADE EM PORTUGAL
Os ricos cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais numerosos e mais pobres Em Portugal, os 10% mais ricos detêm 58,5% da riqueza do país. A taxa de risco de pobreza aumentou, em 2013, para 24,8%, o que corresponde já a 2.585.970 portugueses. As desigualdades estão a crescer, os obstáculos ao desenvolvimento a aumentar, e a situação social cada vez mais insustentável. Se tal caminho não for rapidamente invertido, estaremos a viver o prelúdio de graves convulsões sociais futuras.

EM OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2015 IREMOS PARTICIPAR EM DEBATES SOBRE O TEMA DESTE LIVRO- AS DESIGUALDADES EM PORTUGAL: causas e consequências  - EM OUTRAS  CIDADES PARA ALÉM DE LISBOA. BREVEMENTE DIVULGAREMOS O CALENDÁRIO DOS DEBATES. Se os leitores/amigos quiserem dar sugestões podem fazer  para edr2@netcabo.pt

O livro analisa as desigualdades em Portugal em 27 áreas, utilizando os dados estatísticos mais recentes, a maioria oficiais, permitindo a reflexão e o debate fundamentado. ESTÁ DISPONÍVEL NAS LIVRARIAS (FNAC, BERTRAND, BARATA,etc.)

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA OS ASSOCIADOS DO MONTEPIO

 Atualizada em 24-1-2017

INFORMAÇÃO 1/2017 AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO


(Resposta à entrevista dada por Tomás Correia à revista SÁBADO onde mais uma vez                        me fez um ataque pessoal - resposta enviada à revista para publicação)

Tomás Correia deu à revista SÁBADO, no dia 19.1.2017, uma longa entrevista que, para além dos lugares comuns habituais com os quais procura fazer esquecer e branquear a sua gestão desastrosa, atacou tudo e todos, incluindo um ataque pessoal contra mim e, para além disso, lançou, irresponsavelmente, dúvidas sobre a recuperação da Caixa Económica, e sobre o esforço que se está a fazer para resolver a herança pesada deixada pela sua administração. Esta informação tem como objetivo dar a conhecer aos associados a resposta que enviei à revista SÁBADO, esclarecendo e repondo a verdade

RESPOSTA À ENTREVISTA DADA POR TOMÁS CORREIA À     REVISTA SÁBADO E AO ATAQUE PESSOAL QUE ME FEZ

Na longa entrevista que Tomás Correia deu à revista “SÁBADO” de 19.1.2017, para além do ataque pessoal que me fez, fica claro que, na sua cabeça, o Montepio confunde se com ele. No BES tivemos o DTI (Dono de Tudo Isto), no Montepio temos o DTM (Dono de Todo o Montepio). Tal com “rei Sol” em França antes da revolução francesa que afirmava que “L´Etat c´est moi” (“O Estado sou eu”) para Tomas Correia “o Montepio sou eu” e quem me ataca por má gestão, ataca o Montepio. E continua arrogar-se, violando a lei, a não publicar as contas consolidadas da Associação Mutualista de 2015. Isto é a “lógica” de um homem que já perdeu o senso da realidade e que se julga também acima da lei.

Contrariamente ao que Tomás Correia afirma e é incapaz de compreender e admitir, a minha oposição e denúncia sempre foi e é à sua gestão desastrosa e megalómana que levou o Montepio à situação atual. E faço isso com base em factos e dados que ele não consegue refutar porque são verdadeiros. E são os seguintes.

1- A GESTÃO DESASTROSA DE TOMÁS CORREIA NA CAIXA ECONÓMICA CAUSOU ELEVADOS PREJUÍZOS AO MONTEPIO E TEM TAMBÉM DETERMINADO QUE OS ASSOCIADOS NÃO OBTENHAM RENDIMENTOS MAIS ELEVADOS PELAS SUAS POUPANÇAS  

 A administração de Tomás Correia enquanto esteve na Caixa Económica até ser afastada em 2015 praticou, num contexto de crise económica o que agravou as consequências, uma politica de concessão de credito a empresas de alto risco que não acautelou os interesses da Associação Mutualista o que, entre 2011 e 2015, determinou grandes perdas de crédito que obrigou a constituição de 1.400 milhões € de imparidades, a que se somaram mais 371 milhões € de perdas em maus investimentos, tendo acumulado 673 milhões € de prejuízos (resultados líquidos negativos). Mesmo depois de ter sido afastado da administração da Caixa Económica o mau credito e os maus investimentos que deixou na Caixa Económica ainda produziram em 2016 mais 130 milhões € de imparidades (perdas) que determinaram que a Caixa Económica apresentasse, no 1º sem.2016, mais 67 milhões € de prejuízos.

Para fazer face a esta elevada destruição de valor e à OPA sobre o grupo FINIBANCO, adquirido por um valor que se revelou depois estar claramente sobreavaliado e que fragilizou o Montepio, a Associação Mutualista teve de recapitalizar, desde 2011, a Caixa Económica cinco vezes com poupanças dos associados, num total de 1.170 milhões €. E os associados e os clientes do Montepio foram iludidos, em 2013, a aplicar mais 200 milhões € em Unidades de Participação que agora valem 41% do que pagaram. No fim de 2010, os Capitais Próprios da Caixa Económica eram 995,5 milhões €. Se somarmos as recapitalizações - 1.370 milhões € - dá 2.365,5 milhões € que são os Capitais Próprios que deviam existir. Mas a Caixa Económica tem neste momento 1.545,4 milhões € de Capitais Próprios, o que significa que a administração de Tomás Correia destruiu 820,1 milhões € de Capitais Próprios que pertenciam à Associação Mutualista, ou seja, aos associados. Se Tomás Correia não tivesse sido afastada da Caixa Económica em 2015, corria-se o risco da continuação desta gestão desastrosa ainda por cima num contexto de crise económica e de crescimento anémico que agrava os seus efeitos. Com o seu afastamento, e com a entrada de uma nova administração, a estratégia foi invertida, voltando a Caixa Económica ao seu ADN original, e apesar dos maus créditos deixados por Tomás Correia, já no 3º Trim.2016 a Caixa Económica não teve prejuízos. No entanto, só as contas finais do ano de 2016, que brevemente serão divulgadas, poderão confirmar ou não se esta tendência de redução dos prejuízos se mantém, no entanto o peso dos creditos antigos continua a ser muito grande. Não deixa de ser descaramento e grave irresponsabilidade que Tomás Correia na entrevista que deu procure afetar a reputação do Montepio ao lançar a dúvida sobre a recuperação da Caixa Económica e sobre a nova administração que está a procurar interromper o ciclo de prejuízos que a Caixa teve enquanto ele foi presidente e a pesada herança deixada pela sua administração. 

Para além de tudo isto, os investimentos feitos  nas empresas do grupo Montepio (mais de 2.100 milhões €) com as poupanças dos associados não têm gerado rendimentos com algum significado, porque a maioria das empresas têm apresentados prejuízos, o que tem determinado que estas empresas não tenham transferido quaisquer os seus excedentes (lucros) para a Associação Mutualista, impossibilitando esta de remunerar melhor as poupanças que os 632.000 associados têm na Associação Mutualista. Uma gestão desastrosa não só para o Montepio mas também para os associados que têm as suas poupanças na AM-MG.

2-A GESTÃO DE TOMÁS CORREIA NA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA E A RECUSA CONTINUADA EM APRESENTAR AS CONTAS CONSOLIDADAS DE   2015 EM CLARA VIOLAÇÃO DA LEI

Na Associação Mutualista, onde Tomás Correia continua como presidente, a situação é difícil e pouco transparente pois ele recusa-se a divulgar as contas consolidadas de 2015, que são aquelas que dão a verdadeira situação da Associação pois integram os resultados das 16 empresas em que é acionista única ou tem uma posição dominante. Elas apresentaram, em 2013, prejuízos de 319 milhões €; em 2014, novamente prejuízos no montante de 182 milhões € e, em 2015, estima-se que os prejuízos tenham atingido 243 milhões €. Em 3 anos, a administração presidida por Tomás Correia acumulou 744 milhões € de prejuízos na Associação Mutualista, o que determinou a delapidação dos seus Capitais Próprios (diferença entre o ATIVO e o PASSIVO) que, entre 2012 e 2015, passaram de 883 milhões € para apenas cerca de 30 milhões €, portanto desapareceram 853 milhões €. É certamente por esta razão que Tomás Correia e a sua administração se recusam em divulgar as contas consolidadas de 2015 em clara violação da lei (Decreto-Lei 159/2009 e artº 7º, nº1 do Decreto-Lei 36-A/2011). E em 2016, é de prever mais prejuízos. Infelizmente, apesar dos inúmeros alertas que tenho feito, continua sem que sejam tomadas medidas adequadas para inverter o ciclo de prejuízos que se tem verificado na Lusitânia SA não vida, (100 milhões € em 4 anos), o que tem obrigado a Associação Mutualista a fazer sucessivas recapitalizações para garantir os rácios de solvência.

É a esta gestão desastrosa da administração presidida por Tomás Correia que levou o Montepio à situação em que se encontra, que destruiu valor de centenas de milhões € e delapidou uma parte do património de confiança que o Montepio tinha na sociedade portuguesa e que associados depositavam no Montepio que me tenho oposto e denunciado.

Tomás Correia tem o desplante de afirmar que nunca me ameaçou. Para Tomás Correia não há diferença entre a verdade e a mentira. Foi-me entregue oficialmente, a mim e aos outros membros, um parecer pedido e pago pelo Montepio a um conhecido escritório de advogados com o objetivo de me pôr um processo em tribunal. O objetivo era “quebrar-me” como ele me chegou a dizer. Em várias reuniões do conselho ele e os seus apoiantes incluíam um ponto “ O Montepio e os órgãos de comunicação” que servia para me atacarem.

E tudo isto apenas por eu informar os associados que as poupanças que tinham na Associação Mutualista não estavam garantidas por um Fundo de garantia de depósitos como acontecia nos bancos e também na Caixa Económica; que a administração de Tomás Correia estava a utilizar as suas poupanças para cobrir os enormes prejuízos que a sua gestão estava a causar nas empresas; que mais de 80% das suas poupanças estavam aplicadas numa única entidade, o que era um risco elevado, e contrariava as boas práticas de gestão; e que as aplicações em Unidades de Participação não eram um investimento seguro, pois nem o capital nem o rendimento eram garantidos como a experiencia amargamente provou.

Tomás Correia na entrevista que deu ataca tudo e todos, e refere-se à incompetência de alguns candidatos das listas que se lhe opuseram nas últimas eleições. Critica um dos elementos da lista adversária (não a minha) por ter sido administrativo no Montepio, quando ele próprio também foi administrativo na CGD e não tem qualquer formação académica superior na área de gestão e finanças. A sua incompetência nesta área ficou clara ao afirmar que “imparidades são reservas ocultas” como o fez numa entrevista à TVI e em assembleias do Montepio (talvez daí a sua incapacidade para compreender que elas determinam prejuízos) bem como pelos maus resultados da sua má gestão.

3-A PIOR ADMINISTRAÇÃO QUE TEVE O MONTEPIO E UM APELO AOS ASSOCIADOS PARA QUE PARTICIPEM E FISCALIZEM  A ADMINISTRAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA POIS SÓ ASSIM É QUE PODERÃO DEFENDER AS SUAS POUPANÇAS E O MUTUALISMO

A administração de Tomás Correia vai ficar na história do Montepio como a pior administração de sempre, pois foi aquela que causou maior destruição de valor no Montepio, e destruiu parte do património de confiança que o Montepio gozava dos associados e na sociedade portuguesa e também aquela que, devido a uma gestão desastrosa e megalómana, obrigou a Caixa Económica a transformar-se numa Sociedade Anónima, abrindo assim a porta à sua futura privatização. Tomas Correia é um problema para o Montepio, é um problema para a segurança dos associados, é certamente o maior problema atual do Montepio, até porque agora anda na “boca do mundo” pelas piores razões, afetando a reputação do Montepio. Será que está tão cego e que ainda não percebeu isso? É altura de se afastar para a bem do Montepio e da segurança das poupanças dos associados. É necessário que o supervisor e os associados exijam a publicação das contas consolidadas de 2015 da Associação Mutualista, para se conhecer a verdadeira situação da Associação e, se existirem razões, sejam pedidas responsabilidades nos termos do 64º do Código das Sociedades Comerciais. É preciso que os associados exijam ao supervisor que, por lei, é o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, portanto o ministro Vieira da Silva, que esclareça rapidamente os 632.000 associados qual é a verdadeira situação financeira e económica da Associação Mutualista

Eugénio Rosa, 24-1-2017


Eugénio Rosa – economista e candidato a presidente da Associação Mutualista pela Lista C nas ultimas eleições do Montepio


NOTA IMPORTANTE: Se quiser receber informação sobre o Montepio ou ajudar a MUDANÇA no MONTEPIO, que é urgente e necessária para defesa do mutualismo e da segurança das poupanças dos associados envie um e.mail para eugeniorosa@zonmail.pt