ÚLTIMO ESTUDO - 16/02/2017

ATÉ SETEMBRO DE 2016 FICARAM POR UTILIZAR 7.130 MILHÕES € DE FUNDOS COMUNITÁRIOS -  4 dias atrás

APRESENTAÇÃO SINTÉTICA E OBJECTIVOS DESTE "SITE" 

A maior parte da informação divulgada sobre a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media. Este domínio é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com propriedade, de um pensamento económico único dominante. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses de classe que se confrontam na sociedade, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico dominante nas sociedades capitalistas actuais. Nos estudos disponíveis neste “site” procura-se analisar  os problemas económicos e sociais numa perspectiva  diferente, que é a dos interesses dos trabalhadores. No entanto, não existe qualquer pretensão de substituir um pensamento único por outro, mas apenas o propósito de fornecer ao leitor uma outra forma de analisar os problemas económicos e sociais, para que ele, confrontando-a com a do pensamento neoliberal dominante nos media,  forme a sua própria opinião, que é o mais importante. A verdade só poderá surgir do confronto democrático de ideias e nunca da imposição de um pensamento único como se pretende actualmente.

Para facilitar a pesquisa do leitor agrupamos os estudos em duas grandes Áreas, e dentro destas por Temas, e dentro dos Temas estão os estudos por datas  (data da sua elaboração), pois os estudos são datados (se é associado do Montepio no fim dos Temas encontra ainda informações atualizadas sobre a situação no Montepio).

ATENÇÃO: Se quiser ser avisado através do seu telemóvel quando sair um novo estudo ou uma nova informação aos associados do Montepio, e ter acesso fácil a ela e aos outros estudos que estão no "site" www.eugeniorosa.com pelo telemóvel, descarregue no seu telemóvel a APP que está neste site, à esquerda por debaixo da fotografia e, no telemóvel, no fim da página de acesso ao site. Para isso, ligue-se através do telemóvel a este "site"- www.eugeniorosa.com - e faça o seguinte:
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CRITICA - Económica e Social é uma revista onde estão também disponiveis estudos em http://www.criticaeconomica.net/

Estudos disponíveis nas seguintes áreas:

NOVO LIVRO

CONVITE PARA ESTAR PRESENTE NA SESSÃO DE LANÇAMENTO 

EM 15 DE DEZEMBRO, 18 HORAS, NO AUDITÓRIO DO MONTEPIO, RUA DO OURO -LISBOA

Perante à avalancha de estudos ditos "técnicos" que procuram fazer passar a ideia junto da opinião pública de que os sistemas públicos de segurança social são insustentáveis, este é um estudo que vai na direção contrária. Ele mostra que existem soluções técnicas exequiveis que permitem garantir, por um lado, a sustentabilidade dos sistemas públicos de segurança social e, por outro lado, os direitos dos atuais e futuros pensionistas. O problema é que essas soluções vão contra os grandes interesses instalados que dominam a economia e a politica em Portugal. Espero que este possa ser útil a todos aqueles que estão interessados em defender os sistemas públicos de segurança social (Segurança Social e CGA). 

 

LIVRO ANTERIOR

OS NÚMEROS DA DESIGUALDADE EM PORTUGAL
Os ricos cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais numerosos e mais pobres Em Portugal, os 10% mais ricos detêm 58,5% da riqueza do país. A taxa de risco de pobreza aumentou, em 2013, para 24,8%, o que corresponde já a 2.585.970 portugueses. As desigualdades estão a crescer, os obstáculos ao desenvolvimento a aumentar, e a situação social cada vez mais insustentável. Se tal caminho não for rapidamente invertido, estaremos a viver o prelúdio de graves convulsões sociais futuras.

EM OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2015 IREMOS PARTICIPAR EM DEBATES SOBRE O TEMA DESTE LIVRO- AS DESIGUALDADES EM PORTUGAL: causas e consequências  - EM OUTRAS  CIDADES PARA ALÉM DE LISBOA. BREVEMENTE DIVULGAREMOS O CALENDÁRIO DOS DEBATES. Se os leitores/amigos quiserem dar sugestões podem fazer  para edr2@netcabo.pt

O livro analisa as desigualdades em Portugal em 27 áreas, utilizando os dados estatísticos mais recentes, a maioria oficiais, permitindo a reflexão e o debate fundamentado. ESTÁ DISPONÍVEL NAS LIVRARIAS (FNAC, BERTRAND, BARATA,etc.)

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA OS ASSOCIADOS DO MONTEPIO

 Atualizada em 24-1-2017

INFORMAÇÃO 1/2017 AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO


(Resposta à entrevista dada por Tomás Correia à revista SÁBADO onde mais uma vez                        me fez um ataque pessoal - resposta enviada à revista para publicação)

Tomás Correia deu à revista SÁBADO, no dia 19.1.2017, uma longa entrevista que, para além dos lugares comuns habituais com os quais procura fazer esquecer e branquear a sua gestão desastrosa, atacou tudo e todos, incluindo um ataque pessoal contra mim e, para além disso, lançou, irresponsavelmente, dúvidas sobre a recuperação da Caixa Económica, e sobre o esforço que se está a fazer para resolver a herança pesada deixada pela sua administração. Esta informação tem como objetivo dar a conhecer aos associados a resposta que enviei à revista SÁBADO, esclarecendo e repondo a verdade

RESPOSTA À ENTREVISTA DADA POR TOMÁS CORREIA À     REVISTA SÁBADO E AO ATAQUE PESSOAL QUE ME FEZ

Na longa entrevista que Tomás Correia deu à revista “SÁBADO” de 19.1.2017, para além do ataque pessoal que me fez, fica claro que, na sua cabeça, o Montepio confunde se com ele. No BES tivemos o DTI (Dono de Tudo Isto), no Montepio temos o DTM (Dono de Todo o Montepio). Tal com “rei Sol” em França antes da revolução francesa que afirmava que “L´Etat c´est moi” (“O Estado sou eu”) para Tomas Correia “o Montepio sou eu” e quem me ataca por má gestão, ataca o Montepio. E continua arrogar-se, violando a lei, a não publicar as contas consolidadas da Associação Mutualista de 2015. Isto é a “lógica” de um homem que já perdeu o senso da realidade e que se julga também acima da lei.

Contrariamente ao que Tomás Correia afirma e é incapaz de compreender e admitir, a minha oposição e denúncia sempre foi e é à sua gestão desastrosa e megalómana que levou o Montepio à situação atual. E faço isso com base em factos e dados que ele não consegue refutar porque são verdadeiros. E são os seguintes.

1- A GESTÃO DESASTROSA DE TOMÁS CORREIA NA CAIXA ECONÓMICA CAUSOU ELEVADOS PREJUÍZOS AO MONTEPIO E TEM TAMBÉM DETERMINADO QUE OS ASSOCIADOS NÃO OBTENHAM RENDIMENTOS MAIS ELEVADOS PELAS SUAS POUPANÇAS  

 A administração de Tomás Correia enquanto esteve na Caixa Económica até ser afastada em 2015 praticou, num contexto de crise económica o que agravou as consequências, uma politica de concessão de credito a empresas de alto risco que não acautelou os interesses da Associação Mutualista o que, entre 2011 e 2015, determinou grandes perdas de crédito que obrigou a constituição de 1.400 milhões € de imparidades, a que se somaram mais 371 milhões € de perdas em maus investimentos, tendo acumulado 673 milhões € de prejuízos (resultados líquidos negativos). Mesmo depois de ter sido afastado da administração da Caixa Económica o mau credito e os maus investimentos que deixou na Caixa Económica ainda produziram em 2016 mais 130 milhões € de imparidades (perdas) que determinaram que a Caixa Económica apresentasse, no 1º sem.2016, mais 67 milhões € de prejuízos.

Para fazer face a esta elevada destruição de valor e à OPA sobre o grupo FINIBANCO, adquirido por um valor que se revelou depois estar claramente sobreavaliado e que fragilizou o Montepio, a Associação Mutualista teve de recapitalizar, desde 2011, a Caixa Económica cinco vezes com poupanças dos associados, num total de 1.170 milhões €. E os associados e os clientes do Montepio foram iludidos, em 2013, a aplicar mais 200 milhões € em Unidades de Participação que agora valem 41% do que pagaram. No fim de 2010, os Capitais Próprios da Caixa Económica eram 995,5 milhões €. Se somarmos as recapitalizações - 1.370 milhões € - dá 2.365,5 milhões € que são os Capitais Próprios que deviam existir. Mas a Caixa Económica tem neste momento 1.545,4 milhões € de Capitais Próprios, o que significa que a administração de Tomás Correia destruiu 820,1 milhões € de Capitais Próprios que pertenciam à Associação Mutualista, ou seja, aos associados. Se Tomás Correia não tivesse sido afastada da Caixa Económica em 2015, corria-se o risco da continuação desta gestão desastrosa ainda por cima num contexto de crise económica e de crescimento anémico que agrava os seus efeitos. Com o seu afastamento, e com a entrada de uma nova administração, a estratégia foi invertida, voltando a Caixa Económica ao seu ADN original, e apesar dos maus créditos deixados por Tomás Correia, já no 3º Trim.2016 a Caixa Económica não teve prejuízos. E espera-se que as contas de 2016, que brevemente serão divulgadas, confirmem esta tendência de redução dos prejuízos. Não deixa de ser descaramento e grave irresponsabilidade que Tomás Correia na entrevista que deu procure afetar a reputação do Montepio ao lançar a dúvida sobre a recuperação da Caixa Económica e sobre a nova administração que está a procurar interromper o ciclo de prejuízos que a Caixa teve enquanto ele foi presidente e a pesada herança deixada pela sua administração. 

Para além de tudo isto, os investimentos feitos  nas empresas do grupo Montepio (mais de 2.100 milhões €) com as poupanças dos associados não têm gerado rendimentos com algum significado, porque a maioria das empresas têm apresentados prejuízos, o que tem determinado que estas empresas não tenham transferido quaisquer os seus excedentes (lucros) para a Associação Mutualista, impossibilitando esta de remunerar melhor as poupanças que os 632.000 associados têm na Associação Mutualista. Uma gestão desastrosa não só para o Montepio mas também para os associados que têm as suas poupanças na AM-MG.

2-A GESTÃO DE TOMÁS CORREIA NA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA E A RECUSA CONTINUADA EM APRESENTAR AS CONTAS CONSOLIDADAS DE   2015 EM CLARA VIOLAÇÃO DA LEI

Na Associação Mutualista, onde Tomás Correia continua como presidente, a situação é difícil e pouco transparente pois ele recusa-se a divulgar as contas consolidadas de 2015, que são aquelas que dão a verdadeira situação da Associação pois integram os resultados das 16 empresas em que é acionista única ou tem uma posição dominante. Elas apresentaram, em 2013, prejuízos de 319 milhões €; em 2014, novamente prejuízos no montante de 182 milhões € e, em 2015, estima-se que os prejuízos tenham atingido 243 milhões €. Em 3 anos, a administração presidida por Tomás Correia acumulou 744 milhões € de prejuízos na Associação Mutualista, o que determinou a delapidação dos seus Capitais Próprios (diferença entre o ATIVO e o PASSIVO) que, entre 2012 e 2015, passaram de 883 milhões € para apenas cerca de 30 milhões €, portanto desapareceram 853 milhões €. É certamente por esta razão que Tomás Correia e a sua administração se recusam em divulgar as contas consolidadas de 2015 em clara violação da lei (Decreto-Lei 159/2009 e artº 7º, nº1 do Decreto-Lei 36-A/2011). E em 2016, é de prever mais prejuízos. Infelizmente, apesar dos inúmeros alertas que tenho feito, continua sem que sejam tomadas medidas adequadas para inverter o ciclo de prejuízos que se tem verificado na Lusitânia SA não vida, (100 milhões € em 4 anos), o que tem obrigado a Associação Mutualista a fazer sucessivas recapitalizações para garantir os rácios de solvência.

É a esta gestão desastrosa da administração presidida por Tomás Correia que levou o Montepio à situação em que se encontra, que destruiu valor de centenas de milhões € e delapidou uma parte do património de confiança que o Montepio tinha na sociedade portuguesa e que associados depositavam no Montepio que me tenho oposto e denunciado.

Tomás Correia tem o desplante de afirmar que nunca me ameaçou. Para Tomás Correia não há diferença entre a verdade e a mentira. Foi-me entregue oficialmente, a mim e aos outros membros, um parecer pedido e pago pelo Montepio a um conhecido escritório de advogados com o objetivo de me pôr um processo em tribunal. O objetivo era “quebrar-me” como ele me chegou a dizer. Em várias reuniões do conselho ele e os seus apoiantes incluíam um ponto “ O Montepio e os órgãos de comunicação” que servia para me atacarem.

E tudo isto apenas por eu informar os associados que as poupanças que tinham na Associação Mutualista não estavam garantidas por um Fundo de garantia de depósitos como acontecia nos bancos e também na Caixa Económica; que a administração de Tomás Correia estava a utilizar as suas poupanças para cobrir os enormes prejuízos que a sua gestão estava a causar nas empresas; que mais de 80% das suas poupanças estavam aplicadas numa única entidade, o que era um risco elevado, e contrariava as boas práticas de gestão; e que as aplicações em Unidades de Participação não eram um investimento seguro, pois nem o capital nem o rendimento eram garantidos como a experiencia amargamente provou.

Tomás Correia na entrevista que deu ataca tudo e todos, e refere-se à incompetência de alguns candidatos das listas que se lhe opuseram nas últimas eleições. Critica um dos elementos da lista adversária (não a minha) por ter sido administrativo no Montepio, quando ele próprio também foi administrativo na CGD e não tem qualquer formação académica superior na área de gestão e finanças. A sua incompetência nesta área ficou clara ao afirmar que “imparidades são reservas ocultas” como o fez numa entrevista à TVI e em assembleias do Montepio (talvez daí a sua incapacidade para compreender que elas determinam prejuízos) bem como pelos maus resultados da sua má gestão.

3-A PIOR ADMINISTRAÇÃO QUE TEVE O MONTEPIO E UM APELO AOS ASSOCIADOS PARA QUE PARTICIPEM E FISCALIZEM  A ADMINISTRAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA POIS SÓ ASSIM É QUE PODERÃO DEFENDER AS SUAS POUPANÇAS E O MUTUALISMO

A administração de Tomás Correia vai ficar na história do Montepio como a pior administração de sempre, pois foi aquela que causou maior destruição de valor no Montepio, e destruiu parte do património de confiança que o Montepio gozava dos associados e na sociedade portuguesa e também aquela que, devido a uma gestão desastrosa e megalómana, obrigou a Caixa Económica a transformar-se numa Sociedade Anónima, abrindo assim a porta à sua futura privatização. Tomas Correia é um problema para o Montepio, é um problema para a segurança dos associados, é certamente o maior problema atual do Montepio, até porque agora anda na “boca do mundo” pelas piores razões, afetando a reputação do Montepio. Será que está tão cego e que ainda não percebeu isso? É altura de se afastar para a bem do Montepio e da segurança das poupanças dos associados. É necessário que o supervisor e os associados exijam a publicação das contas consolidadas de 2015 da Associação Mutualista, para se conhecer a verdadeira situação da Associação e, se existirem razões, sejam pedidas responsabilidades nos termos do 64º do Código das Sociedades Comerciais. É preciso que os associados exijam ao supervisor que, por lei, é o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, portanto o ministro Vieira da Silva, que esclareça rapidamente os 632.000 associados qual é a verdadeira situação financeira e económica da Associação Mutualista

Eugénio Rosa, 24-1-2017


Eugénio Rosa – economista e candidato a presidente da Associação Mutualista pela Lista C nas ultimas eleições do Montepio


NOTA IMPORTANTE: Se quiser receber informação sobre o Montepio ou ajudar a MUDANÇA no MONTEPIO, que é urgente e necessária para defesa do mutualismo e da segurança das poupanças dos associados envie um e.mail para eugeniorosa@zonmail.pt