ÚLTIMO ESTUDO - 20/07/2019

COMO CENTENO CONSEGUIU O “MILAGRE” DE UM SALDO ORÇAMENTAL CONSOLIDADO POSITIVO À CUSTA DA CONTINUAÇÃO DA DEGRADAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS -  2 dias atrás

UM PEDIDO A TODOS OS LEITORES QUE RECEBEM OU QUE QUEREM RECEBER SEMANALMENTE OS ESTUDOS QUE FAÇO

De acordo com a nova lei de protecção de dados que entrará em vigor no fim de Maio de 2018, só se poderá utilizar o endereço de e-mail, neste caso para enviar os meus estudos, se obtiver da parte do proprietário do endereço electrónico o seu consentimento expresso. Por isso, peço a todos os leitores que estejam interessados em receber os meus estudos que enviem uma mensagem para edr2@netcabo.pt dando o seu consentimento para utilizar o seu e-mail se tiverem interessados em receber semanalmente os estudos que faço. Se já está a receber os estudos indique esse facto na sua mensagem. Informo também que o seu e-mail será retirado/apagado logo que o desejar no futuro, bastando que o comunique. 

 

APRESENTAÇÃO SINTÉTICA E OBJECTIVOS DESTE "SITE" 

A maior parte da informação divulgada sobre a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media. Este domínio é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com propriedade, de um pensamento económico único dominante. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses de classe que se confrontam na sociedade, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico dominante nas sociedades capitalistas actuais. Nos estudos disponíveis neste “site” procura-se analisar  os problemas económicos e sociais numa perspectiva  diferente, que é a dos interesses dos trabalhadores. No entanto, não existe qualquer pretensão de substituir um pensamento único por outro, mas apenas o propósito de fornecer ao leitor uma outra forma de analisar os problemas económicos e sociais, para que ele, confrontando-a com a do pensamento neoliberal dominante nos media,  forme a sua própria opinião, que é o mais importante. A verdade só poderá surgir do confronto democrático de ideias e nunca da imposição de um pensamento único como se pretende actualmente.

Para facilitar a pesquisa do leitor agrupamos os estudos em duas grandes Áreas, e dentro destas por Temas, e dentro dos Temas estão os estudos por datas  (data da sua elaboração), pois os estudos são datados (se é associado do Montepio no fim dos Temas encontra ainda informações atualizadas sobre a situação no Montepio).

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CRITICA - Económica e Social é uma revista onde estão também disponiveis estudos em http://www.criticaeconomica.net/

Estudos disponíveis nas seguintes áreas:

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA OS ASSOCIADOS DO MONTEPIO

 Atualizada  em Julho de 2019

INFORMAÇÃO 3/2019 AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO

UM ALERTA AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO - se quiser receber informações sobre a situação do Montepio e das suas poupanças envie uma mensagem para edr2@netcabo.pt

O AGRAVAMENTO DAS DIFICULDADES DA SITUAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA MONTEPIO EM 2019, AS CONTAS     CONSOLIDADAS DE 2018 E A ASSEMBLEIA GERAL DE 15 DE JULHO DE 2019 EM QUE PARTICIPARAM APENAS 170 ASSOCIADOS DOS 612.000 ASSOCIADOS QUE AINDA TEM O MONTEPIO


Assembleia Geral do Montepio de 15 de julho de 2019, pelas 21h00, realizou-se NA AULA MAGNA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA (na Cidade Universitária, Lisboa)

Como é habitual no Montepio Tomás Correia e o padre Melícias, não divulgaram como o deviam fazer, através da Revista Montepio e da newsletter que chega à casa de todos os associados a realização da assembleia e, como consequência, a esmagadora maioria dos associados do Montepio, mais um vez, nem teve conhecimento da realização da  assembleia. Dos 612.000 associados que tem ainda o Montepio só participaram apenas 170 o que dá bem a ideia da situação a que chegou a Associação Mutualista como consequência da gestão ruinosa e autocrática da administração de Tomás Correia apoiada pelo padre Melicias. Mas esta é a "democracia mutualista" dos srs. Tomás Correia e padre Melicias. 


AS CONTAS CONSOLIDADAS DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA DE 2018 CONFIRMAM A SITUAÇÃO MUITO DIFICIL DO GRUPO MONTEPIO DEVIDO À GESTÃO RUINOSA DA ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS CORREIA: o ATIVO sem IMPOSTOS DIFERIDOS (AID), ou seja, o que verdadeiramente possui, é inferior ao seu PASSIVO, ou seja, o que deve e tem de pagar em 1.070 milhões € no fim de 2018

Na assembleia da Associação Mutualista foram analisadas as contas consolidadas que integram as contas não só da Associação Mutualista mas também as contas das 50 empresas, que constituem o grupo Montepio. Só através das contas consolidadas da Associação Mutualista é que é possível conhecer a verdadeira situação do Montepio e o valor dos ativos que garantem as poupanças dos associados.

E o que revelam as contas consolidadas da Associação Mutualista de 2018? Se retirarmos os impostos diferidos, que não constituem um verdadeiro ativo, pois com eles não se podem reembolsar as poupanças aos associados nem pagar dividas, o ATIVO total consolidado da Associação Mutualista, que integra os Ativos de todas empresas do grupo Montepio, e que é aquilo que a Associação Mutualista possui ou tem a receber é bastante inferior aquilo que deve e tem de pagar, que inclui o reembolso das poupanças aos associados. O Quadro 1 mostra isso


Se se deduzir os “Impostos diferidos”, o ATIVO da Associação Mutualista, ou seja, o que ela possui, era inferior ao seu PASSIVO, ou seja, o que ela deve, que inclui o reembolso das poupanças aos associados, em 2016 em 789 milhões €; em 2017 em  785 milhões €; e, em 2018, o “buraco” aumentou para 1.070 milhões €. Se incluirmos os “Impostos diferidos” (AID), e se contarmos com milagre que sucedeu em 2017 realizado pela administração de Tomás Correia, com o apoio do Ministério das Finanças de Mário Centeno, que criou num ano apenas  774 milhões € de “Impostos Diferidos”, pois entre 2016 e 2017 aumentaram de 538 milhões € para 1.312 milhões €, para “obter” resultados positivos não reais de 834,7 milhões € e assim “compor”  o Balanço, mesmo com esse milagre da multiplicação de ativos, no fim de 2018 o ATIVO da Associação Mutualista era superior ao seu PASSIVO em só 260 milhões € (mesmo assim diminuiu para metade entre 2017 e 2018, os ativos por impostos diferidos já não conseguem esconder o descalabro).

 

Para se poder compreender o artificialismo desta operação de engenharia financeira da criação de 1.329.milhões € de Impostos Diferidos (AID),visando ocultar aos associados e à opinião publica a verdadeira situação do Montepio, basta dizer que o seu reconhecimento significa que  a administração da Associação Mutualista considera que esta irá gerar um mínimo 4.000 milhões € de resultados positivos nos próximos anos, o que é manifestamente impossível. É incompreensível que o auditor externo, que é a KPMG, tenha dado cobertura a todo esta manobra de ilusão financeira, pois apesar de ter incluído várias enfases nos certificados de contas que assinou nunca passou a “pente fino”, como era a sua obrigação, os Planos de Negócios da Associação Mutualista e de todas as empresas do grupo Montepio, nomeadamente do Banco  Montepio, onde também era auditor, para avaliar a consistência desses planos e, consequentemente, a possibilidade de recuperar aquele valor. e dado disso conhecimento aos associados. Recorde-se que nos últimos anos os planos de negócios da AMMG e do Banco Montepio não têm sido cumpridos, verificando enormes desvios negativos e, apesar disso, a KPMG não tem alertado os associados para a autêntica “bomba relógio” económica e financeira que existe no Montepio. Também os supervisores têm fechado os olhos. Mas mais tarde a KPMG e os supervisores (Ministério do Trabalho, ASF, Banco de Portugal) não podem dizer que não sabiam. Um outro aspeto que revelam os dados do quadro 1, é a redução do ATIVO do grupo Montepio que, entre 2017 e 2018, diminui de 22.452 milhões € para 20.761 milhões € (- 1.691 milhões €, sem AID é de -1424 milhões €) o que revela bem a fragilidade e as dificuldades crescentes do Montepio

 

OS RESULTADOS APÓS IMPOSTOS DE TODO O GRUPO MONTEPIO DIMINUEM PARA APENAS 541 MIL EUROS, SENDO OS OPERACIONAIS NEGATIVOS EM 4,7 MILHÕES €, O NÚMERO DE ASSOCIADOS CONTINUA A DIMINUIR E A MARGEM ASSOCIATIVA É NEGATIVA EM CENTENAS DE MILHÕES €  HÁ VÁRIOS ANOS(as saídas de poupanças superiores è entrada de poupanças ) : a crise no Montepio é cada vez mais grave perante a passividade do governo e dos supervisores

Os dados das Contas consolidadas da Associação Mutualista de 2018 mostram com clareza a crise crescente que enfrenta o grupo Montepio causado por uma gestão ruinosa. Como diz o ditado popular, é preciso dizer a Tomás Correia que “vale a pena tapar o sol com uma peneira” que, no seu caso, com mentiras. A verdade ele já não consegue ocultar. Só não vê quem não quer ver ou quer ser enganado. 

Quadro 2 – Redução continua de associados, da margem associativa, da liquidez imediata e resultados operacionais negativos – assim não há Montepio que se aguente

CONCLUSÕES IMPORTANTES PARA REFLEXÃO DOS ASSOCIADOS:

1-Entre 2016 e 2018, o NÚMERO DE ASSOCIADOS do Montepio diminuiu de 632.675 para 612.607, e a queda não é maior devido ao facto de quem obtém crédito no Banco Montepio é obrigado a ser associado para ter alguns descontos.

2-Em 3 anos os LEVANTAMENTOS DE POUPANÇAS pelos associados foram superiores às entradas em 686 milhões € (2016: -122M€; 2017: -373M€; 2018: -191M€; o “negocio” mutualista esta queda significativa devido à manutenção de uma administração que não gera confiança nos associados).

3-A LIQUIDEZ IMEDIATA para reembolsar as poupanças aos associados registou uma enorme queda pois, entre 2016 e 2018, passou de 1.510 milhões € para apenas 514 milhões € (reduziu-se a um terço).

4- A soma dos RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS, no período 2016/2018, foi negativa tendo atingido -205 milhões €. Em 2018, os resultados após impostos, que incluem os “Impostos deferidos” foram apenas 542 mil € atribuíveis à Associação Mutualista pois a restante (3,7M€) foram para os sócios do Montepio nas empresas. Isto mostra que os lucros diminutos quando existem (muitas  têm apresentado resultados negativos), das 50 empresas são entre empresas do grupo desaparecem quando se faz a consolidação. E os 542 mil € foram só conseguidos com mais valias contabilísticas de terrenos (por ex. o da Praça de Espanha) e imóveis e lucros de Finibanco Angola (FNBA) que não conseguem transferir de Angola.

 

EM RESUMO: (1) O negócio mutualista encontra-se em queda ao nível da carteira e da sua rentabilidade e é urgente inverter esta tendência e atual administração de Tomás Correia é incapaz de o fazer; (2) A margem associativa é negativa há vários anos e é impossível o Montepio sobreviver a continuar tal situação; (3) O número de associados assim como as subscrições de produtos do Montepio  continuam a cair; (4) As provisões matemáticas continuam a descer devido ao levantamento das poupanças pelos associados causado pela  desconfiança gerada pela manutenção da administração de Tomás Correia; (5) A nível do Banco Montepio o negócio bancário continua a cair e o banco a perder quota de mercado e a nova administração imposta por Tomás Correia revela-se  incapaz de inverter tal tendência; (6) O Montepio Seguros continua a apresentar resultados negativos, embora a situação da Lusitânia SA (não vida) tenha melhorado um pouco embora a Associação Mutualista tenha sido obrigado a injetar mais capital utilizando as poupanças dos associados; (7) No grupo Montepio existe uma elevada dispersão de meios financeiros e humanos mas apesar disso continuam-se a criar mais empresas (ex.: Banco Montepio Empresa, Residências universitárias SA) em clara inversão da tendência verificado no mercado, utilizando para isso as poupanças dos associados.

 

É urgente a intervenção dos supervisores (Ministério do Trabalho, ASF e Banco de Portugal) não deixando que a agonia do Montepio se prolongue por mais tempo pois, a continuar, a recuperação tornar-se-á muito mais difícil.

 

É URGENTE AFASTAR A ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS CORREIA, QUE NÃO DÁ CONFIANÇA AOS ASSOCIADOS. É URGENTE NOVAS ELEIÇÕES ATÉ PORQUE A NOVA LEI SOBRE AS ASSOCIAÇÕES MUTUALISTA O EXIGE, PARA AFASTAR UMA ADMINISTRAÇÃO, CUJA MANUTENÇÃO ESTÁ DESTRUIR VALOR NO MONTEPIO E  A IMPEDIR A SUA RECUPERAÇÃO  É necessário também que todos os associados se unam para salvar o Montepio, pois a tarefa é muito pesada após tanta o destruição de valor e reputação, por isso a unidade é fundamental pois sem uma unidade alargada isso não será possivel.

 

CONSTRUIR ESSA UNIDADE ALARGADA NA DIVERSIDADE É A TAREFA URGENTE QUE SE COLOCA A TODOS OS VERDADEIROS MUTUALISTAS, EM PARTICULAR AOS SEUS TRABALHADORES, QUE QUEIRAM SALVAR O MONTEPIO E NÃO SE APROVEITAR DO MONTEPIO EM BENEFICIO PESSOAL COMO TEM ACONTECIDO NOS ULTIMOS ANOS DE QUE É A PROVA A GESTÃO RUINOSA QUE CONDUZIU O MONTEPIO A SITUAÇÃO DIFICIL EM QUE SE ENCONTRA E A DESCONFIANÇA DA ESMAGADORA MAIORIA DOS ASSOCIADOS. POR QUE ESPERAM OS SUPERVISORES  - Ministério do Trabalho, ASF e Banco de Portugal - PARA ATUAREM? DEPOIS NÃO PODEM VIR DIZER QUE NÃO SABIAM OU NÃO PODIAM FAZER NADA, COMO É HABITUAL NO NOSSO PAÍS. ATÉ PORQUE PODEM E DEVEM. É NECESSÁRIO PREPARAR UM PLANO PARA RECUPERAR O MONTEPIO PARA PÓS ADMINISTRAÇÃO DE TOMÁS CORREIA , QUE TERÁ DE TER O APOIO DO GOVERNO, POIS ESTE E OS SUPERVISORES SÃO TAMBÉM RSPONSÁVEIS PELA SITUAÇÃO A QUE CHEGOU O MONTEPIO.

 

Eugénio Rosa – edr2@netcabo.pt 7-7-2019

 

PERGUNTAS PARA REFLEXÂO DOS ASSOCIADOS: Nas 50 empresas que constituem o grupo Montepio, e que foram criadas com o dinheiro das poupanças doas associados,  quantos cargos de administração foram criados, quantos milhões € o Montepio gasta anualmente com as suas remunerações, com  carros de gama alta que  distribuídos a estes administradores, incluindo o pagamento  as despesas com gasolina quando os utilizam em serviço pessoal, os cartões de credito, os complementos de pensão de reforma,  que são pagos a estes administradores (alguns estão em várias empresas) para obter os resultados  irrisórios  que o grupo Montepio tem apresentado? Por que razão tal informação tem sido ocultada aos associados do Montepio que as pagam e não são publicados nos relatórios e contas? A falta de transparência e a opacidade que existe no grupo Montepio e, nomeadamente na Associação Mutualista, com a conivência dos supervisores (a única exceção é o Banco Montepio que publica por imposição do supervisor que é o Banco de Portugal), é inaceitável e é urgente por cobro. A transparência devia ser a norma num grupo mutualista mas infelizmente não é com Tomás Correia e padre Melicias .

 

AS 50 EMPRESAS QUE CONSTITUEM O GRUPO MONTEPIO CRIADAS COM O DINHEIRO DAS POUPANÇAS DOS ASSOCIADOS