A maior parte da informação divulgada sobre a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media. Este domínio é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com propriedade, de um pensamento económico único dominante. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses de classe que se confrontam na sociedade, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico dominante nas sociedades capitalistas actuais. Nos estudos disponíveis neste “site” procura-se analisar  os problemas económicos e sociais numa perspectiva  diferente, que é a dos interesses dos trabalhadores. No entanto, não existe qualquer pretensão de substituir um pensamento único por outro, mas apenas o propósito de fornecer ao leitor uma outra forma de analisar os problemas económicos e sociais, para que ele, confrontando-a com a do pensamento neoliberal dominante nos media,  forme a sua própria opinião, que é o mais importante. A verdade só poderá surgir do confronto democrático de ideias e nunca da imposição de um pensamento único como se pretende actualmente.

Para facilitar a pesquisa do leitor agrupamos os estudos por temas e dentro destes com indicação da data da sua elaboração, pois os estudos são datados.
Consulte estudos nas seguintes áreas:


" e se não receio o erro é porque estou sempre pronto a corrigi-lo" - Bento de Jesus Caraça -

INFORMAÇÃO AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO

(ATENÇÂO: No ponto 4 há informação atualizada sobre unidades de participação)

1-SOBRE A ASSEMBLEIA DE 25 DE JUNHO DE 2015

No dia 25 de Junho de 2015, realizou-se a assembleia extraordinária da Associação Mutualista que teve como objetivo ratificar as alterações ao estatuto da Caixa Económica elaboradas por uma comissão cujos membros foram escolhidos pelo presidente do Montepio.

Nessa assembleia, dos 640.000 associados que tem atualmente o Montepio só estiveram presentes 580, na sua maioria chefias da Caixa Económica (no fim de 2014, o numero de chefes e gerentes só da Caixa Económica totalizava 803).

Esta reduzidíssima participação resulta da conjugação de vários factos: (1) A maioria dos associados não ter conhecimento da realização das assembleias pois a convocatória é apenas publicada em dois jornais diários que poucos leem ( e isto porque o presidente do Montepio e o presidente da assembleia geral, padre Melícias, têm-se recusado a utilizar os meios próprios do Montepio - Revista e Newsletter do Montepio e um simples carta como foi utilizada recentemente para outros fins - para informar os associados da realização das assembleias e do que nelas se trata, como tenho pedido); (2) Não é permitida a votação por representação apesar da maioria dos associados viver fora de Lisboa; (3) A assembleia realizou-se no inicio de férias de muitos associados; (4) No dia da assembleia o Metro fechou às 23 horas (no dia seguinte havia uma greve) o que dificultava o regresso a casa dos associados que nela participassem (a assembleia terminou cerca das 24 horas), o que causou desmobilização.

 

As alterações do estatuto da Caixa Económica foram aprovadas apenas por 508 associados, na sua maioria chefes e gerentes da Caixa Económica (no fim de 2014, as chefias somavam 803) dos 640.000 associados que tem atualmente o Montepio. As alterações aprovadas determinam uma grande centralização do poder no presidente do Montepio.

Assim, de acordo com as alterações aprovadas, na Caixa Económica, os membros do conselho de administração, da comissão de riscos, da comissão de remunerações, e da comissão de avaliação das candidaturas aos órgãos sociais são escolhidos pelo presidente do Montepio. O conselho geral e  de supervisão da Caixa Económica, que tem como funções fiscalizar a atividade do conselho de administração, que é constituído por 11 membros, apenas um membro (atualmente são dois membros) é atribuído aos eleitos das listas que concorreram com a do presidente. Neste órgão verifica-se um retrocesso em relação à situação atual e, consequentemente, um enfraquecimento ainda maior da fiscalização da atividade do conselho de administração da Caixa Económica..


Esta centralização de poder em relação à Caixa Económica associada à cultura autoritária do presidente que existe atualmente no Montepio - só ele é que sabe e decide, e quem ouse pensar diferente e não concordar com as suas decisões fica sujeito aos seus ataques e a campanhas internas de descrédito por parte dele e dos seus apoiantes submissos- determina um aumento do risco.

 2- SOBRE O NOVO PRESIDENTE DA CAIXA ECONÓMICA-MONTEPIO GERAL

Para que os associados possam ficar com uma ideia da cultura existente no Montepio, interessa que saibam que Tomás Correia escolheu o novo conselho de administração da Caixa Económica sem dar qualquer "cavaco" aos órgãos sociais quer da Caixa Económica quer da Associação Mutualista em que participo (que são o conselho geral da Associação Mutualista e nomeadamente à assembleia geral da Caixa Económica que, de acordo com os estatutos tem a competencia de eleger o conselho de administração da Caixa Economica, e também o conselho geral e de supervisão da Caixa Económica). E que em 2 de Junho de 2015 informou a CMVM, através de comunicada assinado pelo conselho de administração da Caixa Económica que José Felix Morgado era o candidato a presidente da Caixa Económica, mas não informou os orgãos sociais quer da Caixa Económica quer da Associação Mutualista em que participo. Eu próprio só tomei conhecimento através dos jornais. É mais uma prova concreta de que Tomás Correia se sente "Dono de Todo o Montepio" e acha que não tem de informar ninguém nem de prestar contas a ninguém. A experiencia já mostrou que a centralização do poder numa pessoa determina elevados riscos para qualquer instituição, e nomeadamente numa instituição financeira.

O perfil do novo presidente, e o nome José Félix Morgado, que a comunicação social já divulgou ser o novo presidente da Caixa Económica, uma pessoa que praticamente não tem experiencia de gestão de banca, e muito menos em período de crise, pois vem da INAPA, uma empresa de distribuição de papel, nunca foi debatido e muito menos aprovado nos órgãos sociais tanto da Caixa Económica como da Associação Mutualista em que participo (que são o conselho geral da AM, assembleia geral e conselho de supervisão da CE), como alguns media erradamente divulgaram. Mas esta é a forma como funciona atualmente o Montepio, e é a cultura do seu presidente a que me tenho oposto, o que tem provocado os seus ataques e os dos submissos que o apoiam.

 

Esta centralização do poder é preocupante para mim devido ao facto de 3.600 milhões € dos 4.000 milhões € de poupanças que os associados têm na Associação Mutualista estarem na Caixa Económica, e era necessário uma gestão rigorosa nesta para dar segurança aos associados e garantir rentabilidade das poupanças, e isso exige uma grande fiscalização feita por associados de listas independentes da do presidente. E as alterações feitas no Estatuto da Caixa Economica apontam numa direção contraria. 

Na "Informação aos associados 3/2015", que está disponivel na pasta "Montepio" deste "site" contém o que defendi na assembleia. Assim, os associados poderão fazer a sua própria avaliação e se, quiserem poderão enviar a sua opinião para o endereço eugeniorosa@zonmail.pt para a ter em conta no futuro  . 

 3- SOBRE A SEGURANÇA DAS POUPANÇAS DOS ASSOCIADOS

Continuo a receber  dezenas e dezenas de e.mails de associados, e também têm-me contatado diretamente pedindo informações sobre a situação no Montepio e muitos perguntam-me se as poupanças que têm no Montepio estão seguras.

Em relação à segurança é importante que se distinga duas situações. Os depósitos feitos na Caixa Económica até aos 100.000 euros estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos,  como acontece em qualquer banco. Em relação às poupanças colocadas na Associação Mutualista, a garantia são as reservas matemáticas (as que têm) e a forma como são depois geridas. Na Informação nº 1/2015 refiro que 3.600 milhões € das poupanças dos associados estão na Caixa Económica o que envolve riscos (é uma prova da falha do Ministério da Segurança Social e Solidariedade como órgão de supervisão). Para a segurança dos associados é fundamental uma boa gestão na Caixa Económica. É por esta razão que, como membro do Conselho Geral de Supervisão tenho procurado fazer uma fiscalização da atividade do conselho de administração como decorre da lei e dos Estatutos, criticando os erros e outros atos que não deviam ter lugar, e manifestando a minha discordância em relação a decisões que considero incorretas, as quais têm contribuído para os elevados prejuízos apresentados pela Caixa Económica. A minha ação de fiscalização  é uma forma de tornar a gestão mais exigente e segura, mas tem provocado o desagrado do presidente do Montepio, que se acha o “Dono de Todo o Montepio” ,  e também da maioria que sempre o apoia. 

Para tranquilizar os associados, e para que não tomem decisões precipitadas, quero informar que a situação do Montepio é diferente do BES/GES, que a Associação Mutualista tem sempre apresentado excedentes (lucros) apesar da crise que enfrenta o país. O problema que existe é na gestão das empresas do grupo  e, nomeadamente, na Caixa Económica, que têm acumulado elevados prejuízos, que é urgente inverter, sendo necessário uma administração  melhor e mais profissional o que exige, a meu ver, a substituição da atual, e de uma maior vigilância e acompanhamento por parte de todos associados. É indispensável também maior e melhor fiscalização interna que o presidente do Montepio quer reduzir com a alteração dos Estatutos da Caixa Económica que pretende impor. A supervisão do Banco de Portugal na Caixa Económica é importante, e a do Ministério da Solidariedade e Segurança Social na Associação Mutualista é reduzida, mas ambas não são suficientes. È urgente passar a supervisão da Associação Mutualista do Ministério da Segurança Social e Solidariedade, que pouco faz,  para a   supervisão da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ex- ISP), mas o governo tarda em tomar tal decisão fazendo correr riscos os 640.000 associados do Montepio.

Peço aos associados que não se deixem enganar por campanhas que estão em curso contra o Montepio levada a cabo, muitas delas,  pelos que não gostam do grupo mutualista, e muitas são anónimas, que visam criar intranquilidade nos associados. Quero informar que no 1º Trimestre de 2015 tanto a Associação Mutualista   como a  Caixa Económica apresentaram resultados embora reduzidos mas positivos. Os resultados da Caixa Económica, foram  positivos no valor de 9,7 milhões €, e já foram divulgados e estão disponíveis no "site" do Montepio. Se quiserem analisar os resultados do 1º Trim. 2015 da Caixa Economica  podem fazê-lo acedendo ao "site": https://www.montepio.pt/iwov- resources/SitePublico/ documentos/pt_PT/grupo/cemg/ CEMG-apresentacao-resultados-1T2015.pdf. 

EU VOU CONTINUAR A INFORMAR COM VERDADE OS ASSOCIADOS. PEÇO AOS ASSOCIADOS QUE QUEIRAM RECEBER AS MINHAS INFORMAÇÕES DO MONTEPIO QUE ENVIEM UM E.MAIL PARA eugeniorosa@zonmail.pt 

REPITO PORQUE ISTO É MUITO IMPORTANTE (é o ALERTA que deixo aos associados): A fiscalização da gestão das empresas do Montepio é muito importante mas ela será só eficaz se tiver o apoio, o acompanhamento e a vigilâcia dos associados.

A Caixa Económica Montepio necessita com urgência de uma nova equipa de gestão mais profissional, que não esqueça que está num grupo mutualista, com grande experiencia bancária e qualificada, e não qualquer equipa de gestão, e muito menos um presidente que tem pouca experiencia de banca, e muito menos de gestão da banca em período de crise como é o atual, e já está fora do setor bancário há muitos anos. E isto  para que os prejuízos não continuem, e não contaminem negativamente o grupo Montepio. 

4- INFORMAÇÃO ATUALIZADA: SOBRE AS UNIDADES DE PARTICIPAÇÃO E SOBRE AS CONSEQUENCIAS PARA OS ASSOCIADOS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CAIXA ECONÓMICA NÃO TER RENOVADO O CONTRATO DE LIQUIDEZ QUE TINHA COMO O MONTEPIO INVESTIMENTOS

Os associados que adquiriram unidaddes de participação em Dezembro de 2013, devido aos prejuízos que teve a Caixa Económica Montepio Geral em 2014, divulgados em 2015, não terão este ano qualquer rendimento pelo investimento que fizeram na compra de unidades de participação (nos próximos anos dependerá dos resultados da Caixa Económica). Para além disso, se quiseram vender as unidades de participação perdiam cerca de 20% do capital que investiram. E  o valor futuro dependerá, em grande parte, dos resultados da Caixa Económica.

Infelizmente para os associados, e esta era uma questão que não se coadunava com os meus princípios e, penso, também com os princípios mutualistas, estas unidades de partipação estavam ser adquiridas por um empresa do grupo Montepio (a Montepio-Investimentos) por um preço cerca de 21% inferior ao preço a que foram vendidas aos associados por outra empresa do Montepio (a Caixa Económica), portanto com elevados prejuízos para os associados que as vendiam.

No lugar de procurar encontrar uma solução que garantisse aos associados pelo menos o capital que nelas investiram que, para muitos, eram as suas poupanças,  o conselho de administração da Caixa Economica informou em 7.7.2015 a CMVM, através de comunicado, que não tinha renovado o contrato de liquidez que tinha assinado com o Montepio Investimentos. Isto significa que o Montepio Investimentos não está obrigada a comprar as unidades de participação que os associados queiram vender, portanto se não aparecer outro comprador os associados que adquiriram as unidades de participação deixarão de ter a possibilidade de recuperar, mesmo com prejuízo, o capital que investiram nas unidades de participação. Esta decisão do conselho de administração da Caixa Economica poderá determinar que o preço das unidades de participação ainda baixe mais. Em 8.7.2015, o valor de uma unidade de participação, que tinha sido adquirida pelo associado por 1€, só valia 0,785€ (ver:https://www.euronext.com/pt-pt/products/equities/PTCMHUIM0015-XLIS/quotes) . Mais uma vez os interesses dos associados não foram salvaguardados. Mas esta é a realidade atual do funcionamento do Montepio que é importante que os associados conheçam para que rapidamente possa, com o apoio dos associados, ser alterada.

Peço aos associados que compraram unidades de participação que me enviem um email para eugeniorosa@zonmail.pt informando o que lhes disseram nos balcões do Montepio quando compraram essas unidades, se foram informados do que está a suceder podia acontecer, e o que lhes dizem agora, e como se sentem agora.
 
Eugénio Rosa- Membro do Conselho Geral de Supervisão da Caixa Económica Montepio Geral e da Assembleia geral eleito pela lista C  - Abril 2015 
Nota: Se quiser receber informação sobre o Montepio envie um e.mail para eugeniorosa@zonmail.pt
 

Novo Livro

OS NÚMEROS DA DESIGUALDADE EM PORTUGAL
Os ricos cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais numerosos e mais pobres Em Portugal, os 10% mais ricos detêm 58,5% da riqueza do país. A taxa de risco de pobreza aumentou, em 2013, para 24,8%, o que corresponde já a 2.585.970 portugueses. As desigualdades estão a crescer, os obstáculos ao desenvolvimento a aumentar, e a situação social cada vez mais insustentável. Se tal caminho não for rapidamente invertido, estaremos a viver o prelúdio de graves convulsões sociais futuras



A APRESENTAÇÃO DO LIVRO SERÁ FEITA NO DIA 16 DE SETEMBRO COM INICIO ÀS 17h30 NO AUDITORIO DO MONTEPIO NA RUA DO OURO EM LISBOA PELO PROF. DOUTOR CARLOS FARINHA, PARA A QUAL CONVIDO TODOS OS INTERESSADOS NOS PROBLEMAS DAS DESIGUALDADES E POBREZA EM PORTUGAL.
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