A maior parte da informação divulgada sobre a economia e a sociedade portuguesa nos media é dominada pelo pensamento neoliberal, porque é este que tem acesso privilegiado aos media. Este domínio é tão grande que atinge os próprios meios académicos podendo-se falar, com propriedade, de um pensamento económico único dominante. Quem esteja familiarizado com a ciência económica, sabe bem que a economia não está acima dos interesses de classe que se confrontam na sociedade, e o neoliberalismo defende os interesses do poder económico dominante nas sociedades capitalistas actuais. Nos estudos disponíveis neste “site” procura-se analisar  os problemas económicos e sociais numa perspectiva  diferente, que é a dos interesses dos trabalhadores. No entanto, não existe qualquer pretensão de substituir um pensamento único por outro, mas apenas o propósito de fornecer ao leitor uma outra forma de analisar os problemas económicos e sociais, para que ele, confrontando-a com a do pensamento neoliberal dominante nos media,  forme a sua própria opinião, que é o mais importante. A verdade só poderá surgir do confronto democrático de ideias e nunca da imposição de um pensamento único como se pretende actualmente.

Para facilitar a pesquisa do leitor agrupamos os estudos por temas e dentro destes com indicação da data da sua elaboração, pois os estudos são datados.
Consulte estudos nas seguintes áreas:


" e se não receio o erro é porque estou sempre pronto a corrigi-lo" - Bento de Jesus Caraça -

UMA ALERTA E UM APELO AOS ASSOCIADOS DO MONTEPIO PARA QUE PARTICIPEM  

Tenho recebido  dezenas e dezenas de e.mails (e continuo a receber todos os dias) de associados, e também têm-me contatado diretamente pedindo informações sobre a situação no Montepio e muitos perguntam-me se as poupanças que têm no Montepio estão seguras.  

Em relação à situação no Montepio  pedia que lessem as informações que tenho feito aos associados, nomeadamente as de 2015, que se encontram disponíveis neste “site” na pasta “Montepio” (basta clicar na palavra que imediatamente as informações ficam visíveis e disponíveis) 

Em relação à segurança é importante que se distinga duas situações. Os depósitos feitos na Caixa Económica até aos 100.000 euros estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos,  como acontece em qualquer banco. Em relação às poupanças colocadas na Associação Mutualista, a garantia são as reservas matemáticas (as que têm) e a forma como são depois geridas. Na Informação nº 1/2015 refiro que 75% das poupanças dos associados estão na Caixa Económica, portanto para a segurança dos associados é fundamental uma boa gestão na Caixa Económica. É por esta razão que, como membro do Conselho Geral de Supervisão tenho procurado fazer uma fiscalização da atividade do conselho de administração como decorre da lei e dos Estatutos, criticando os erros e outros actos que não deviam ter lugar, e manifestando a minha discordância em relação a decisões que considero incorretas, que é uma forma de tornar a gestão mais exigente e segura, mas que tem provocado o desagrado do presidente do Montepio, que se acha o “Dono de Todo o Montepio” ,  e também da maioria que o apoia. 

Para tranquilizar os associados, e para que não tomem decisões precipitadas, quero informar que a situação do Montepio é diferente do BES/GES, que a Associação Mutualista tem sempre apresentado excedentes (lucros) apesar da crise que enfrenta o país. O problema que existe é na gestão das empresas do grupo que têm apresentado prejuízos, e que é urgente inverter a situação de prejuízos, sendo necessário uma gestão melhor e mais profissional o que exige, a meu ver, maior vigilância e acompanhamento por parte de todos associados, maior e melhor fiscalização interna que o presidente do Montepio quer reduzir com a alteração dos Estatutos da Caixa Económica que pretende impor. E isto porque não é suficiente  a supervisão do Banco de Portugal na Caixa Economica e do Ministério da Solidariedade e Segurança Social na Associação Mutualista, pois a supervisão desta última ainda não passou para o Instituto de Seguros de Portugal, agora com o nome  de Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, o que é necessário e urgente mas que o governo tarda em decidir.

Peço aos associados que não se deixem enganar por campanhas que estão em curso contra o Montepio levada a cabo, muitas delas,  pelos que não gostam do grupo mutualista, e muitas são anónimas, que visam criar intranquilidade nos associados. Quero informar que no 1º Trimestre de 2015 tanto a Associação Mutualista   como a  Caixa Ecomonica apresentaram resultados embora reduzidos mas positivos. Os resultados da Caixa Economica positivos no valor de 9.760.000€ já foram divulgados e estão disponiveis no "site" do Montepio . Isto são factos positivos que têm de continuar para serem consistentes, que devem merecer a atenção e  reflexão de todos os associados e que desmentem as  campanhas sobre a situação atual do Montepio. Peço aos associados que não se deixem enganar e que hajam com serenidade. EU VOU CONTINUAR A INFORMAR COM VERDADE OS ASSOCIADOS PARA ISSO PEÇO QUE ME ENVIEM UM EMAIL PARA eugeniorosa@zonmail.pt .

Se quiserem analisar os resultados do 1º Trim. 2015 da Caixa Economica  podem fazê-lo acedendo ao "site": https://www.montepio.pt/iwov- resources/SitePublico/ documentos/pt_PT/grupo/cemg/ CEMG-apresentacao-resultados-1T2015.pdf 

A fiscalização da gestão das empresas do Montepio é muito importante mas ela será só eficaz se tiver o apoio, o acompanhamento e a vigilancia dos associados. O Montepio absorve (aguenta) , como acontece com as outras instituições financeiras, os prejuízos elevados que teve a Caixa Económica  em 2013 e 2014, mas que não podem continuar. Para se conseguir isso é preciso  uma gestão exigente e profissinal, nomeadamente na Caixa economica, o que exige a meu ver uma outra administração,   de forma a inverter rapidamente esta situação. Repito, é  preciso que os prejuizos não continuem para não contaminar negativamente o grupo. Essa é uma das razões do meu alerta e da necessidade do apoio dos associados  para mudar a situação pois é necessário melhor gestão e uma gestão  mais profissional. 

Como não me têm conseguido vergar com ameaças e ataques o presidente do Montepio, aproveitando uma exigencia do Banco de Portugal relativamente a outras matérias,  quer agora também fazer uma mudança nos Estatutos com o objetivo de eliminar ou reduzir dos órgãos de supervisão/fiscalização os membros que não sejam da lista do presidente ou aprovados por ele (os incómodos comop "eu"), substituindo-os por pessoas das sua inteira confiança, o que determinaria inevitavelmente a diminuição da fiscalização interna , que é tão necessária no grupo Montepio.  

No entanto, o presidente do Montepio  para conseguir levar para a frente tal intento é preciso que a alteração dos Estatutos seja aprovada em assembleia geral dos associados do Montepio. A “técnica” utilizada pelo presidente do CA do Montepio para dominar a assembleia é não informar os associados através da revista Montepio como tenho pedido a ele e ao padre Melicias, presidente da Mesa da Assembleia Geral, que apenas  cumprem o mínimo que a lei dispõe (publicação do anuncio da realização das assembleias gerais em dois jornais), o que determina que a esmagadora maioria dos associados nem tenha conhecimento da realização das assembleias, o que tem permitido que elas sejam dominadas por associados fieis ao presidente, nomeadamente pelas chefias do Montepio.  

É por tudo isto que alerto todos os associados que estejam atentos, pois se querem defender o mutualismo e assegurar a boa gestão dos dinheiros que estão no Montepio é fundamental que participem nas atividades do Montepio, nomeadamente nas suas assembleias gerais.

JÁ ESTÁ MARCADA PARA 24 DE JUNHO DE 2015  UMA ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA MONTEPIO GERAL EM QUE PODEM PARTICIPAR TODOS OS ASSOCIADOS. FAÇO UM APELO A TODOS OS ASSOCIADOS PARA QUE ESTEJAM PRESENTES NA ASSEMBLEIA  PORQUE NELA VAI-SE DEBATER A SITUAÇÃO DO MONTEPIO. É A MELHOR FORMA DE SE INFORMAREM E FICAREM A CONHECER A SITUAÇÃO ATUAL DO MONTEPIO. AS ASSEMBLEIAS REALIZAM-SE NORMALMENTE EM LISBOA NA SEDE NA RUA DO OURO. SE O ESPAÇO NÃO FOR SUFICIENTE PARA ACOLHER TODOS ASSOCIADOS ENTÃO É MARCADA PARA OUTRO LUGAR. 

Finalmente, devido aos prejuizos que teve a Caixa Económica Montepio Geral, em 2015, mas referente a 2014, os associados que compraram unidades de participação não receberão este ano qualquer rendimento pelo investimento que fizeram (nos próximos anos dependerá dos resultados da Caixa Económica). Para além disso, se quiserem vender as unidades de participação perderão 20% do capital que investiram (ver- copie o que está verde para o Googlehttps://www.euronext.com/pt-pt/products/equities/PTCMHUIM0015-XLIS/quotes# ), e o valor futuro dependerá, em grande parte, dos resultados da Caixa Económica. Peço aos associados que compraram unidades de participação que não se precipitem e que me enviem um email informando o que lhes disseram nos balcões do Montepio quando compraram essas unidades, se foram informados do que está a suceder podia acontecer, e como se sentem agora.

Eugénio Rosa- Membro do Conselho Geral de Supervisão da Caixa Económica Montepio Geral e da Assembleia geral eleito pela lista C  - Abril 2015 

Nota: Se quiser receber informação sobre o Montepio envie um e.mail para eugeniorosa@zonmail.pt


 

Quem é o Autor
Eugénio Óscar Garcia da Rosa , licenciado em economia e doutorado pelo ISEG, com a tese "Grupos Económicos e o desenvolvimento em Portugal no contexto da globalização" publicada em livro (476 páginas) com prefácio do Prof. João Ferreira do Amaral

PEDIDOS
Página a Página - Divulgação do Livro, SA Avenida Almirante Gago Coutinho, n.º 121
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Tel. 218161760
Por e.mail: icampino@divulgacao.org

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